Esmalte à base de água ou de solvente: qual escolher
Para a maioria dos trabalhos em interiores, o esmalte à base de água é a escolha mais simples: cheira menos, seca mais depressa e limpa-se com água. O esmalte de solvente pode ser boa opção em peças muito usadas ou em exterior, mas cheira muito e exige mais cuidados. A escolha depende da peça, do local e da sua paciência.
Diferenças que se notam no dia a dia
O esmalte aquoso usa água como diluente. O de solvente usa um diluente químico. Isso muda a forma de trabalhar, mais do que muda o resultado final.
- Cheiro: o aquoso cheira pouco. O de solvente cheira forte e fica no ar durante muito tempo.
- Secagem: o aquoso costuma secar mais depressa entre demãos. O de solvente demora mais.
- Limpeza: o aquoso lava-se com água e sabão. O de solvente precisa de diluente.
- Amarelecimento: alguns esmaltes de solvente amarelam com o tempo, sobretudo em cores claras e zonas sem luz.
- Aspeto: o de solvente costuma nivelar melhor e deixar menos marcas de pincel, mas os aquosos modernos já são muito bons.
Estas são tendências gerais. Cada produto é diferente, por isso leia sempre a ficha técnica da lata.
Quando escolher esmalte aquoso
O aquoso é uma boa escolha para quartos, salas, portas interiores e roupeiros. É também a melhor opção se tiver crianças, animais ou pessoas sensíveis a cheiros, ou se não conseguir ventilar bem a divisão.
Em cores claras, o aquoso costuma manter melhor a cor ao longo do tempo. Se quer um branco que fique branco, é uma razão forte para o escolher.
Há uma desvantagem: sobre superfícies muito lisas ou brilhantes, precisa de um bom primário de aderência. Sem ele, pode descascar.
Quando pode fazer sentido o solvente
O esmalte de solvente costuma dar uma película muito dura e resistente a riscos. Pode fazer sentido em peças com muito uso, como portas de entrada de interior ou bancadas de madeira. Também é usado em alguns trabalhos de exterior, mas hoje há aquosos próprios para exterior.
Se escolher solvente, trabalhe com a janela aberta, use luvas e máscara para vapores orgânicos, e mantenha-o longe de chamas e de fontes de calor. Os panos sujos com solvente devem ser deixados a secar ao ar livre, estendidos, antes de irem para o lixo.
Dica: Nunca misture tintas de tipos diferentes na mesma demão. Se a peça tem solvente antigo e quer passar para aquoso, lixe bem e use primário de aderência.
Como decidir em três perguntas
- A peça é muito usada ou fica em zona com muita humidade? Leia as indicações da lata e escolha um produto próprio para esse uso.
- Consegue ventilar bem a divisão? Se não, escolha aquoso.
- A cor é clara? Prefira aquoso para evitar amarelecimento.
Se estiver entre os dois, o aquoso é quase sempre a escolha mais fácil para quem pinta em casa. Se a peça for exposta ao sol e à chuva, escolha um produto que diga na lata que serve para exterior, seja aquoso ou de solvente.
Um erro comum: ignorar a preparação
Muitos problemas atribuídos ao tipo de tinta vêm da preparação. Uma superfície suja, brilhante ou húmida estraga qualquer esmalte. Lave, lixe, aplique o primário certo e respeite o tempo de secagem entre demãos.
Se tiver dúvidas sobre o que está na peça atual, faça um teste pequeno num canto escondido. Se a tinta nova pegar e não descascar depois de curar, pode continuar.